Psicóloga CRP 06/149847 · Terapeuta de Casal e Família
Atendo casais, famílias e pessoas em processo individual, em São Paulo e online para todo o Brasil, com uma abordagem sistêmica: olhar para o problema dentro do contexto de relações que o sustentam, não isolado dele.
Sou formada em Psicologia pela Universidade Mayor, no Chile, com revalidação do diploma pela USP. Fiz especialização em terapia familiar e de casal com enfoque sistêmico pelo ITFSP (Instituto de Terapia Familiar de São Paulo), a formação que hoje orienta a maior parte do meu trabalho clínico.
Ao longo de 12 anos de prática clínica, atuei também como supervisora de outros terapeutas e dei palestras sobre relações e saúde mental. Tenho experiência específica no atendimento de dependência química, vícios e compulsões, temas que frequentemente aparecem entrelaçados com o conflito de casal, mesmo quando não são o motivo declarado da procura.
Há mais de 8 anos atendo também de forma online, o que me levou a acompanhar muitas pessoas em processos migratórios: quem deixou o país de origem, quem se mudou para o Brasil, quem mantém relações à distância. Esse recorte fez parte da minha formação prática tanto quanto os anos de consultório.
Meu estilo de atendimento é direto. Uma sessão de terapia comigo não é um espaço apenas de desabafo: cada encontro tem um objetivo, e meu papel é ajudar a nomear o que está sendo evitado, os padrões que se repetem, o que cada pessoa está realmente comunicando quando parece estar apenas brigando.
Isso não significa conduzir sem cuidado. Olhar de frente para o que dói pode gerar desconforto, principalmente quando envolve reconhecer a própria parte no conflito. Meu trabalho é sustentar esse processo com atenção, no ritmo que cada pessoa ou casal consegue suportar, sem transformar a sessão em confronto.
Trabalho com um objetivo terapêutico definido nas primeiras sessões: o ponto de referência que usamos para medir se o processo está avançando. É esse objetivo, não o calendário, que determina quando um processo está pronto para terminar.
Escolhi trabalhar com relações porque acredito que as pessoas podem mudar, e me sensibilizo com o sofrimento de quem se sente preso dentro de um vínculo que não consegue transformar sozinho. A formação sistêmica me deu ferramentas para ajudar pessoas e casais a olhar o problema de um jeito diferente e reconhecer os recursos que já têm para sair da situação.
Ela também parte de uma constatação simples: ninguém chega a um conflito sozinho. O que uma pessoa repete numa relação carrega história familiar, padrões aprendidos, formas de reagir que foram construídas muito antes daquele relacionamento existir.
Essa abordagem explica por que a terapia de casal pode avançar mesmo quando só uma pessoa está na sala. Quando alguém muda a forma como reage a um conflito, o padrão do casal se desestabiliza inteiro, porque as duas partes reagem uma à outra. Esse princípio orienta boa parte do meu trabalho, tanto em atendimento individual quanto de casal. Escrevi mais sobre isso no post Terapia sistêmica: o que é e como funciona.
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